Lá, e de volta outra vez.

Foto de pilhas de livros em um corredor.
Créditos: Guiirossi, Pexels

Se você nasceu nos anos 90, você certamente passou pela febre dos blogs. Mesmo que tangencialmente, fomos assolados por uma leva de escritores que, através da internet, tornaram-se formadores de opiniões, influencers, apresentadores ou apenas continuaram a alimentar diários digitais no enorme vácuo digital ao qual chamamos internet.

Aqui vai o primeiro de muitos pequenos fatos sobre mim: eu amo blogs.

Eu entendo que, na era dos algoritmos, TikToks e publicidade desenfreada, criar um blog pareça… démodé. Afinal de contas, é possível acessar uma infinidade de críticas literárias e recomendações em pequenas rajadas de 15 segundos com apenas um toque. Mas há algo quase secreto em um blog… Como uma fofoca tão pessoal que não pode ser discutida em vídeo, mas demanda uma série de parágrafos cuidadosamente escritos, revisados e publicados.

Ok, ok, talvez eu seja um pouco saudosista também. Mas vocês podem me culpar?

Há algo deliciosamente absurdo em se comprometer com colunas digitais. Mesmo que ninguém leia (será que eu já perdi sua atenção, caro leitor?), o ato de colocar em palavras as minhas opiniões e jogá-las no vazio é como reencontrar um velho amigo. Um que não se preocupa com monetização ou viralidade, ou com criar a isca perfeita para que você não passe ao próximo vídeo rápido demais.

E, deixo bem claro, isso não é uma crítica velada às redes sociais. É apenas um respiro, um momento de quietude em meio ao ritmo constante do novo panorama digital.

E porque livros, exatamente?

Bem, porque gostar de livros é, talvez, o traço mais constante da minha personalidade. Ao longo de todas as tendências, modas, obsessões temporárias e contínuas, livros foram meus fiéis companheiros em meio à grande confusão que é a vida.

Porém, eu não estou aqui para fazer promessas. Não quero dizer que postarei um texto a cada X dias com toda a certeza. Esse exercício não funciona assim. O que eu posso dizer é que este site é um experimento. Um registro de críticas, análises, anedotas e pensamentos que ficariam, outrora, constritos a pequenas conversas e stories do Instagram (eu disse que esse site não era um crítica, viu?). É também um exercício de português, confesso, dado que tenho o péssimo hábito de escrever apenas em inglês (estou tentando mudar, prometo).

À título de apresentação, me chamo Priscila, e sempre gostei de estórias. Me apaixono por novos mundos, pequenos textos, calhamaços, personagens e até pessoas reais, se a estória por trás for atraente o suficiente. Apesar de ter uma preferência inegável por fantasia, tenho tentado não restringir os gêneros que consumo, saindo do meu lugar de conforto para desbravar novas tramas.

Minha expectativa é que este site encontre outros leitores, outros saudosistas, ou apenas aqueles que querem uma pequena pausa em meio às publicidades digitais. Espero que minhas pontadas de humor os divirtam, e que minhas recomendações encontrem aqueles que precisam de pequenas magias.

Até lá, espero que continuem a encontrar estórias incríveis (e deixem um comentário, se tiverem recomendações).

Mulher fotografada ao pôr do sol, com o Pão de Açúcar por trás

“É preciso que a leitura seja um ato de amor.”

Paulo Freire